Catequesis - Toda Quinta-Feira


Quinta-feira


Comentário do Evangelho

Santo Alberto Magno

Cor: Branca

Sb 7, 22-8,1

Sl 118

Lc 17,20-25

 

"...pois eis que o Reino de Deus está no meio de vós" Lc, 17,21.

 

 

 

  

A Humanidade é responsável por cada ato que ela toma, e isso tudo se reflete no futuro de seus filhos, no futuro da natureza e também no futuro do universo e sua continuidade. Hoje Jesus nos chama a refletir sobre o Reino de Deus, a sua realização no meio de nós e dentro de nós. Quando ele responde aos Fariseus que o Reino de Deus não pode ser apontado, ele lembra que o Espiritual é diferente do que é carnal em todos os sentidos, lembra-nos também que somos responsáveis pela vinda do Reino, e que este Reino se encontra no nosso meio e dentro de nós.

  

   Para o Judaísmo o Reino de Deus significa a hegemonia mundial desse povo, com a submissão de todas as nações, que viriam adorar no Templo de Jerusalém. As nações que não se submetesse seriam destruídas por Deus.Era a expectativa escatológico-messiânica de um futuro de glória terrena para os filhos de Abraão, tendo como referência a figura de Davi com seu império, conforme constava em sua tradição. Com tal concepção, os fariseus dirigem-se a Jesus, perguntando sobre o momento em que isto aconteceria. Jesus remove qualquer idéia de um reino de poder, dominador e opressor. Na realidade "o Reino de Deus está no meio de vós", isto é, já acontece no dia-a-dia, e pode ser alcançado por qualquer um. É o reino do amor, da fraternidade universal, do serviço, da partilha, da promoção da vida para todos, sem exclusivismos raciais ou nacionalistas. Jesus é o Filho do Homem, o humano, que comunica o amor, sem deixar de ser frágil, vulnerável ao sofrimento e à morte temporal, porém integrado na vida divina e eterna.

 

   Depois de chamar a atenção para a realidade presente do Reinado de Deus, Jesus volta-se para os discípulos para explicar o que ainda virá. A presença do Reino de Deus não significa que as provações terminaram; há ainda muito sofrimento reservado para Jesus (v 25) e seus seguidores (v 22). Os discípulos estarão desesperados pela vinda do Filho do Homem e isso os levará a seguir falsos profetas e teorias enganosas sobre sua aparição. Mas, quando acontecer, a aparição do Filho do Homem não será sutil nem misteriosa. Todos saberão. Será tão expressiva como o relâmpago pelo céu. O contraste da glória do Filho do Homem com o sofrimento que deve precedê-lo deixará sua vinda mais evidente.

 

   Cuidar deste Reino de Deus que está em nosso meio e dentro de nós é a forma de vigiar a vinda do Filho de Deus, não é vigiar a vinda do Reino de Deus pois ele já está em nosso meio, mas vigiar a vinda do Rei dele. Isso é possível através da oração, do jejum, do trabalho de santificação pessoal, da leitura do evangelho, e dos ofícios de piedade. Assim como o fez Santo Alberto Magno, suas obras e sua forma de ser e de buscar as coisas do auto, e de trazer esse Reino de Deus que estava dentro dele para fora para que o mundo conhecesse fizera dele um grande homem capaz de unir povos e cidades em Ratisbona em torno da Paz.

 

   Logo quando iniciei falei do futuro e de como temos a responsabilidade de cuidar da Natureza, do Universo e sua continuidade, justamente por isso, porque o egoísmo pode nos levar a sufocar o Reino de Deus que está em nós, e nos tornamos ainda capazes de destruir aquilo que não é nosso, que pertence a Humanidade futura. A nossa consciência bíblica e evangélica do mundo deve sair além dos papeis e dos muros de nossas Igrejas, elas devem atingir a nossa consciência ecológica, pois a terra grita pedindo ajuda, e só nós unidos e que poderemos transformar essa realidade de destruição em realidade de Reino de Deus.

 

Escrito por Seminarista do Sion às 14h57
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Sexta-feira


Apresentação

Dia de Todos os Santo, e Dia dos Fiéis Defuntos

 

Em especial hoje não quiz comentar os Evangelhos, e sim extrair de dois portais importantes os comentários do mesmo, da Paulinas e do Zenit.

Hoje é um dia em que recordamos os Fiéis Defuntos, nossos inumeros antepassados, sem os quais não estariamos aqui, e ontem celebramos Todos os Santos, é um dia especial em que recordamos não só os Santos Canonizados, mas os Santos de Casa também, aqueles que heroicamente deram suas vidas por seus filhos, por seus pais, amigos e etc... Aqueles que morreram inocentemente vítimas de balas perdidas, ou foram injustiçados.

Esses dias são dias especiais para a Igreja, dias de oração em que recordamos a memórias de todos aqueles que estão na Glória de Deus.

Que em suas orações você recorde com alegria dos momentos felizes daqueles seus familiares que já partiram para a Glória de Deus, e recorde da pregação, do exemplo, e de tudo aquilo que os Santos fizeram em prol da Evangelização e da Vida.

Jandeilson Galvão, nds.

Escrito por Seminarista do Sion às 15h03
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Dia de Todos os Santos

Quem são os santos e o que eles fazem-Pe Cantalamessa
01/11/2007

ROMA, quarta-feira, 31 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. – pregador da Casa Pontifícia ¬– sobre a liturgia da Solenidade de Todos os Santos.

* * *

Solenidade de Todos os Santos
Apocalipse 7, 2-4. 9-14; João 3, 1-3; Mateus 5, 1-12a

Quem são os santos

Faz tempo que os cientistas enviam sinais ao cosmos em espera de respostas por parte de seres inteligentes em algum planeta perdido. A Igreja desde sempre mantém um diálogo com os habitantes de outro mundo, os santos. É o que proclamamos ao dizer: «Creio na comunhão dos santos». Ainda que existissem habitantes fora do sistema solar, a comunicação com eles seria impossível, porque entre a pergunta e a resposta passariam milhões de anos. Aqui, ao contrário, a resposta é imediata, porque existe um centro de comunicação e de encontro comum que é Cristo Ressuscitado.

Talvez também pelo momento do ano em que cai, a Solenidade de Todos os Santos tem algo especial que explica sua popularidade e as numerosas tradições ligadas a ela em alguns setores da cristandade. O motivo está no que diz João na segunda leitura. Nesta vida, «somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que seremos»; somos como o embrião no seio da mãe que anseia nascer. Os santos «nasceram» (a liturgia chama «dia do nascimento», dies natalis, no dia de sua morte); contemplá-los é contemplar nosso destino. Enquanto ao nosso redor a natureza se desnuda e caem as folhas, a festa de todos os santos nos convida a olhar para o alto; e nos recorda que não estamos destinados a ficar na terra para sempre, como as folhas.

A passagem do Evangelho é a das bem-aventuranças. Uma em particular inspirou a escolha da passagem: «Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados». Os santos são aqueles que tiveram fome e sede de justiça, isto é, na linguagem bíblica, de santidade. Não se resignaram à mediocridade, não se contentaram com meias palavras.

A primeira leitura da Solenidade nos ajuda a entender quem são os santos. São «os que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro». A santidade se recebe de Cristo; não é uma produção própria. No Antigo Testamento, ser santos queria dizer «estar separados» de tudo o que é impuro; na acepção cristã, quer dizer o contrário, ou seja, «estar unidos», mas a Cristo.

Os santos, isto é, os salvos, não são só os que o calendário ou o santoral enumeram. Existem os «santos desconhecidos»: que arriscaram suas vidas pelos irmãos, os mártires da justiça e da liberdade, ou do dever, os «santos leigos», como alguém os chamou. Sem saber, também suas vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro, se viveram segundo a consciência e lhes importou o bem dos irmãos.

Surge espontaneamente uma pergunta: o que os santos fazem no paraíso? A resposta está, também aqui, na primeira leitura: os salvos adoram, deixam suas coroas ante o trono, exclamando: «Louvor, honra, bênção, ação de graças...». Realiza-se neles a verdadeira vocação humana, que é a de ser «louvor da glória de Deus» (Ef 1, 14). Seu coro é guiado por Maria, que no céu continua seu canto de louvor: «Minha alma proclama a grandeza do Senhor». É neste louvor que os santos encontram sua bem-aventurança e seu gozo: «Meu espírito se alegra em Deus». O homem é aquilo que ama e aquilo que admira. Amando e louvando a Deus, ele se une Deus, participa de sua glória e de sua própria felicidade.

Um dia, um santo, São Simeão, o Novo Teólogo, teve uma experiência mística de Deus tão forte que exclamou para si: «Se o paraíso não for mais que isso, já me basta!». Mas a voz de Cristo lhe disse: «És bem mesquinho se te contentas com isso. O gozo que experimentaste em comparação com o do paraíso é como um céu pintado no papel com relação ao verdadeiro céu».

Fonte: Zenit

Escrito por Seminarista do Sion às 14h57
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Comentários do Evangelho - Fiéis Defuntos

A morte e a ressurreição de Jesus
Mc 15,33-39;16,1-6
Ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão. Às três horas da tarde Jesus gritou bem alto:
- "Eloí, Eloí, lemá sabactani?" Essas palavras querem dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"
Algumas pessoas que estavam ali ouviram isso e disseram:
- Escutem! Ele está chamando Elias!
Alguém correu e molhou uma esponja em vinho comum, pôs na ponta de um bastão, deu para Jesus beber e disse:
- Esperem! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz!
Aí Jesus deu um grito forte e morreu.
Então a cortina do Templo se rasgou em dois pedaços, de cima até embaixo. O oficial do exército romano que estava em frente da cruz, vendo Jesus morrer daquele modo, disse:
- De fato, este homem era o Filho de Deus!
Depois que terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, a mãe de Tiago, compraram perfumes para perfumar o corpo de Jesus. No domingo, bem cedo, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo. No caminho perguntavam umas às outras:
- Quem vai tirar para nós a pedra que fecha a entrada do túmulo?
Elas diziam isso porque a pedra era muito grande. Mas, quando olharam, viram que ela já havia sido tirada. Então elas entraram no túmulo e viram um moço vestido de branco sentado no lado direito. Elas ficaram muito assustadas, mas ele disse:
- Não se assustem! Sei que vocês estão procurando Jesus de Nazaré, que foi crucificado; mas ele não está aqui, pois já foi ressuscitado. Vejam o lugar onde ele foi posto.

 

Extraído do Portal Paulinas

Escrito por Seminarista do Sion às 14h54
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Quinta-feira


Comentário Geral do Evangelho

 Santo do Dia: São Frei Galvão

Cor Vermelha

Liturgia:

Rm 6, 19-23

Sl 144

Lc  12,49-53

 

  "Eu vim trazer fogo a terra" Lc, 12,49.

Esse fogo, que Jesus fala no Evangelho de hoje pode ser interpretado de várias formas, e sob os mais diversos aspectos do cotidiano. Esse fogo pode ser o do Espirito Santo, que depois de sua Ressurreição dá aos Apostólos no Cenáculo. Também pode ser o fogo abrasador que purifica a alma, fogo esse que deve ser aceso na Cruz.

   A Missão de Cristo é voltada para trazer a contradição do homem, o questionamento do homem diante de sua realidade, e mesmo diante de suas atitudes. Veja bem, o povo de Israel esperava um Cristo mais glorioso, cheio de pompa, e também em toda Majestade que só o Filho de Deus pode ter. Porém o Rei que venho para Israel Celeste, entrara em Jerusalém em um burrinho, andava as vezes descalço, e estava sempre entre os pobres. Quando esse Cristo aparece tão simples, e nada de fantasioso quanto esperava Israel, ele faz o povo questionar-se quanto as suas atitudes, quanto ao cumprimento do Evangelho, quanto ao seu mais intimo. E colocava em contradição o homem, para que o homem buscasse nele mesmo e no seu mais íntimo o arrependimento de seus pecados a conversão, e assim a pratica das Escrituras Sagradas. Muitos não aceitaram, e não aceitaram o fato de ser um carpinteiro o Rei de Israel prometido por Deus. Muitos se questionaram mas não se arrependeram de seus pecados. E foram esses que não aceitaram a pequenes de Jesus que o levaram até o Calvário.

   Na semana passada eu falei que é nas coisas mais simples que alcançamos muitas vezes o sentido para a nossa vida. E Jesus se fez assim simples para que o povo entendesse e assim entendendo pudessem encontrar o sentido de suas vidas. E você em que consiste o sentido de sua vida?

   Saiba que muitas vezes nossas vidas estão concisas em coisas grandes, as quais escondem o verdadeiro sentido de nossas buscas e de nossas vontades. Tudo o que é grande se torna pesado, e cansa-nos. Na academia aprendi que teria que colocar os pesos sempre iguais durante uma semana, e na semana seguinte ir almentando a dosagem de forma que meu corpo fosse se acostumando. Porém muitas vezes, enumeras foram as vezes que vi meus amigos com aparência muito mais fraca que a minha, pegando pesos três vezes mais pesados que os meus, e eu vendo aquilo não queria ficar por trás e almentava a dosagem de meus pesos sem sequer consultar meu corpo ou sem pensar que não aguentaria, depois ficava lá cheio de dores musculares, teve uma vez que não consegui e quase desmaiei. Fora assim até eu perceber que o ritmo de meu corpo não era o mesmo ritmo que o meu, e é assim também na vida, não podemos levar coisas grandes e pesadas se sequer conseguimos pegar nas mais leves e pequenas. Se você é do tipo que escolhe as coisas grandes, tenhas certeza que você está escondendo a beleza objetiva atrás dela, uma vez que o grande tapa a sua visão, passa a sua cabeça e você fica por trás. É como se você estivesse sob um véu, e nem mesmo aquilo que você quer enchergar você conseguirá.

   Se questione se o que você tem agora nesse momento é grande, pois talvez seu corpo e sua alma já não estejam dentro do ritmo que você tem.

Escrito por Seminarista do Sion às 08h10
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Por Dentro do Assunto

A Presença do Espírito Santo na Igreja

 

 

Consumada a obra que o Pai confiara ao Filho para que Ele a realizasse na Terra (cf. Jo 17,4), no dia de Pentecostes foi enviado o Espírito Santo para santificar continuamente a Igreja e assim dar aos crentes acesso ao Pai, por Cristo, num só o Espírito (cf. Ef 2,18) 1

 

O Espírito Santo está presente na história da humanidade desde o momento da criação quando o Pai havia criado o “céu e a Terra. A terra estava deserta e vazia, as Trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (cf. Gn1,1-2). Ele é presença atuante durante a criação, e se junta ao Pai e ao Filho no momento da criação do Homem, “imagem e semelhança de Deus” . Este é o momento sonhado por Deus. Une-se numa só criação a Trindade toda (Cf. Gn 1,26). Esta aí a resposta do questionamento humano, o homem saiu do coração de Deus, foi desejado por Deus, Uno e trino. Se temos vida é porque Deus quis que nós a tivéssemos. Foi Ele que nos chamou a vida, fomos tecidos por Ele no ventre de nossa mãe (Cf. Sl. 138), isto deve ser motivo de alegria.

   Ao longo de todo decurso da história, o Espírito continua a agir. Jesus Cristo mesmo fala da atuação do Espírito, como por exemplo, quando se refere a Davi (Cf. Mc 12, 36). Sua atuação tem ápice nos tempos da Encarnação do Filho, onde age maravilhosamente, desde a preparação da Santíssima Virgem Maria, na Vida pública de Cristo e no surgimento e expansão da Igreja Cristã, logo após o derramamento do Espírito em Pentecostes, e Ele guia a Igreja até hoje e a guiará até a consumação dos tempos. Toda a vida de Jesus foi guiada pelo Espírito Santo, com quem mantinha uma intimidade magnífica nas suas horas de oração ao Pai (Cf. Lc. 6,12; Mt. 14,23; > Mc.6,46).

Escrito por Seminarista do Sion às 07h43
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Histórico